Em qualquer grupo de pessoas, sempre existirá algum "espertão" que tenha, para cada assunto, um conjunto de verdades pré conceituadas, julgando ou afirmando sobre algo que não possui total conhecimento.Devemos sempre criticá-los. Simples: aquilo que alguma coisa era no passado, pode não ser a mesma coisa no presente. São muitas "falsas verdades" e afirmações deduzidas sem a devida análise. Para saber sobre algo é preciso de pesquisas e dúvidas; Negar aquilo que é comum e que o inconsciente acredita.
Na cultura 2.0 também é assim. Até mesmo os mais informados sobre determinado assunto podem errar. Relembre o que disse uma vez um grande ícone da informática
Ninguém vai precisar mais que 640 Kb de memória em seu computador pessoal" (Bill Gates)Hoje até mesmo os menos identificados com a área de TI sabem que a frase já está ultrapassada há bastante tempo. Dizem que uma grande descoberta surge quando alguém nega uma verdade preestabelecida. Aconteceu quando pensaram na possibilidade de voar; aconteceu quando Antônio Meucci acreditou que fosse possível comunicar-se por meio do telefone. Acontece sempre.
Porém, algumas pessoas enaltecem uma dada tecnologia sem possuir o total conhecimento, fazendo com que o diálogo delas seja vago e vão. Certa vez estava conversando com uma colega e ela me perguntou:
— Sabia que o Google Chrome é o melhor navegador que existe?
— Hã, mas como você soube?
— Uai. Quando acesso a página do Google é sugerida a troca de navegador para um melhor. Acontece com qualquer navegador, menos o Chrome.
Ok, nos resta pasmar com a genialidade da minha colega. É claro que o Google vai fazer propaganda para o produto que ele mesmo desenvolveu. Ainda que o Chrome fosse um bom navegador, as perguntas cabíveis para este fato seriam: "porquê?" ou "até quando?". Nada da cultura 2.0 é para sempre.
O mercado 2.0 não é uma máquina que lucra infinitamente - lucra, mas às vezes quebra. Ele depende principalmente da Web 2.0. A Web 2.0 é caracterizada como um conjunto de serviços e possibilidades que moldam a cultura 2.0. Esta cultura é a forma de lidar com o que a Web 2.0 fornece.
Resumindo, na Web 2.0 é possível por exemplo, saber através do aplicativo lista de desejos, que um usuário queira comprar um determinado livro. O fato de o usuário passar a verificar com frequência as atualizações do aplicativo lista de desejos é que gera uma cultura 2.0.
Todos os conceitos 2.0 da atualidade foram propiciados pela Web 2.0. Quando as pessoas criaram sua identidade na Web, surgiu uma cultura 2.0, com ela, as pessoas começaram a utilizar a Web para falar sobre a Web. Os assuntos nos happy hours passaram a ser a identidade 2.0 e isto se transformou numa cultura.
Porém, tudo o que existe da cultura 2.0 pode deixar de existir a qualquer momento, isso inclui redes sociais, e-mails, sites e qualquer outro serviço 2.0 (é valido relembrar o termo "orkutização" - até um certo momento, tudo estava muito bom. Depois, o que era elitismo se transformou num bem comum e as pessoas pasam a abandonar esta cultura).
Ao nascimento da mecanização e da indústria moderna (...)seguiu-se um violento abalo, como uma avalanche, emintensidade e extensão. Todos os limites da moral e da natureza, de idade e sexo, de dia e noite, foram rompidos. O capital celebrou suas orgias. (Karl. Marx)
Mas não existem apenas possibilidades ruins, pode ser que um sistema pouco utilizado vire uma "modinha" (utilizo o termo "modinha" porque é passageiro). Tamém pode acontecer que empresas/negócios 2.0 alcançem o sucesso pleno na Web 2.0. Foi o que aconteceu com o Google, Twitter, Youtube e outros. Estas empresas/negócios estão no mercado há anos e se caracterizam como empresas monopolizadoras. Mas, nem por isso estão imunes aos problemas do mercado.
Perder o domínio sobre a cúltura 2.0 é algo comum. Está acontecendo atualmente com o facebook. A rede social promoveu muitas mudanças cognitivas na sociedade, porém perdeu alguns bilhões de valor de mercado após o lançamento de seu IPO na bolsa, veja mais neste link. Sem contar que a rede possui 83 milhões de usuários fakes.
Tudo o que é sólido desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado, e os homens são finalmente forçados a enfrentar com sentidos mais sóbrios suas reais condições de vida e sua relação com outros homens" (Karl. Marx)
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